O
mar em fúria atira na areia,
ondas
destrutivas, vorazes e enormes,
que
no retorno arrastam em cadeia,
deixando
atrás de si, sulcos disformes.
Com
suas vagas ataca um rochedo,
como
se dali pretendesse arrancá-lo.
Esconde-se
a lua, a disfarçar o medo,
pois
parece que as águas vão ultrapassá-lo.
A chuva despenca farta e agressiva,
furando
a escuridão num golpe violento,
e
o turbilhão na queda, mais e mais se aviva,
tornando
chuva e mar, um único elemento.
A
branca escuma, tão frágil a debater-se,
no
dorso da tormenta a cavalgar,
a
cada vagalhão ameaça desfazer-se,
para
surgir depois, noutro lugar.
O
vento, tenor da ópera maldita,
arrepia
as águas com seu sopro de morte.
A
cada nota sinistra, bem mais o mar se agita,
e
a movimentação se torna cada vez mais forte.
Nada
pode resistir ao colossal evento,
a
que a natureza se entrega sem saída.
O
maremoto, a chuva e o vento
representam
simplesmente a minha vida.
12/11/2016

Nenhum comentário:
Postar um comentário