Brincando
no compasso da menina,
Que
alegre solta a voz tão cristalina,
A entoar
cantigas variadas.
No audaz
impulso que congela o coração,
Os pés
descalços furam nuvens de algodão,
E a cada
volta as emoções são renovadas.
Que se
revezam no dorso da esperança,
A flutuar
em meio à brisa mansa,
Olhos
perdidos na linha do horizonte.
Do alto
enxergam um mundo encantado,
Onde
fadas passeiam num bosque iluminado,
Belas
princesas,
Voando
sobre cem mil borboletas,
Colhendo
luzes nas caudas dos cometas,
E
espalhando o pó brilhante pelo ar.
Ao
mergulhar nas águas claras da cascata,
Lançam a
magia da aurora sobre a mata,
E as
árvores felizes começam a dançar.
Cantam
mais alto,
Peixes
dourados na tona vão surgindo,
E o som
da água vira bela melodia.
Porque
todos os seres da mata, ruidosos,
Querem
com elas compor a sinfonia.
Cabelos
ao vento,
Enroscam-se nas pontas das estrelas,
Enroscam-se nas pontas das estrelas,
Pequenos
elfos vêm para socorrê-las,
Tão
desastrados que se enroscam também.
A lua
nasce, redonda, engalanada,
E explode
em ruidosa gargalhada,
Diante
deste atrapalhado vai e vem.
A noite
chega,
E a
imaginação insiste e perdura,
Porque
ela é eterna enquanto dura,
Enquanto
o pendular da vida nos sufoca.
A
inocência abre as portas da pureza,
E a
celebrar a amizade, com certeza,
A árvore
amiga,
Em cuja sombra brincar é tão gostoso,
Em cuja sombra brincar é tão gostoso,
Empresta
o braço forte e vigoroso,
Pra
sustentar a ilusória carruagem.
Ela
transforma o sonho e a vontade,
Em uma
linda e imaginária realidade,
Ao fim de
uma fantástica viagem !!!
Uma homenagem para minha amiga de infância Ruth Pereira.
09/03/2015




























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