domingo, 21 de fevereiro de 2016

Cavalgada




                             




















                              Cavalo selvagem pra onde me levas,
                              Neste galope frenético, angustiado ?
                              Por entre vales sombrios me carregas,
                              Atravessando o campo, rasgando o gramado.

                                


Seu dorso luzidio em espasmo estremece,
E as patas vigorosas, riscam o caminho.
Tudo o que deixo pra trás me enternece,
Me fere o peito com ardor de espinho.



                         




Intrépido vences extensas colinas,
Pulas abismos e nem vês o perigo.
A mata fechada em dois saltos dominas,
Em águas profundas, me levas contigo.

                            


Meus dedos se fecham com força em sua crina,
Que o vento fustiga alheio e inconseqüente.
Me sinto tão frágil, nada me anima,
Me entrego em delírios ao tempo presente.














Ah, quantas noites tenebrosas enfrentamos,
As muitas quedas, sofrimentos, desatinos.
A estrada é perigosa e nela cavalgamos,
Sempre indo de encontro ao DESTINO.

         


Cavalo selvagem, onde vais agora
Meio a tempestade, em tão grande proeza ?
Cuidado, pois comigo a natureza chora,
E ao meu lado carregas a TRISTEZA.






              20/02/2016












Nenhum comentário:

Postar um comentário

Maria do Beco

                                                                                                 MARIA DO BECO       Conheci ...