sábado, 22 de agosto de 2015

E o vento lavou







Vento que venta forte
A fome também entra    
sem pedir licença                                               
Pelas frestas entras refrescando,
Pelos bolsos ela entra matando,
À mando dos baixos salários,
Da inflação,
Da suprema ignorância
Do operário padrão
Que agrada ao patrão.
Com fome.
Vento, com sua cantiga
Embalando o estômago
Nas teclas das “costelas de fora”
Do poltrão operário
Que engana o padrão
Sobrevivendo.
Sobrevive teimoso que é.
Sem ele o mundo é nada.
Ignora o próprio valor
reprimido entre os doutores,
Oprimido entre senhores.
Para !  Cala ! Escuta !
Alegria, chegou o Carnaval.
Chora ! Rebola !
O pobre operário escola
Escora a nação
Com um grito vencido
De vitória.......







03/02/1981

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