domingo, 12 de abril de 2015

MÃE é meu nome.



Que estranho foi nosso encontro casual
onde a timidez polida de um cumprimento
veio selar sem pena a indiferença.
Custa-me crer neste contacto tão formal,
na dolorosa angústia do momento
de ver-te ali e não sentir tua presença.






Aonde foi parar a nossa intimidade,
que te tornou meu confidente e meu amigo
te fez meu esteio nas horas de amargura.
Quem foi que me roubou tão cara amizade,
que fiz eu pra receber este castigo
se em minha alma existe só ternura ?






Sei que perfeita não sou. Ai, quem me dera !
mas na minha imperfeição busco acertar
muito embora, às vezes, não consiga.
Tenho sentimentos que o tempo não altera,
mas minha grande qualidade é esperar;
jamais na vida serei tua inimiga.






A vida oferece caminhos diferentes
os quais trilhamos quase sem querer
levados e atraídos por um falso brilho.
Também segui caminhos atraentes
para agora finalmente entender
a luz do amor de mãe para seu filho.






Por isso  choro  lembrando o passado.
Mesmo sabendo que hoje pago o que fiz
não entendo o porque desta decepção.
Escrevo em versos o que está bem guardado
porque na vida só se é feliz
deixando o amor fluir do  nosso coração.







Hoje me tratas como estranha sem lembrar:
foi no meu ventre que tu foste formado,
de mim saiu cada célula de ti.
Velei teu sono, te ensinei a caminhar,
nos meus braços tu foste carregado,
no teu sofrer, contigo lágrimas verti.





Causo-te raiva hoje, isso é verdade.
Me crucificas e não tenho defesa,
sou responsável por tudo o que foi feito.
Respeito a tua posição, sua vontade
e por amor tento afastar esta tristeza
que quer ficar morando no meu peito.






Já fui julgada e condenada sem clemência
no tribunal do orgulho e da vaidade
onde a amargura oprime e consome.
Só tenho a proclamar  minha inocência
fazer da paz minha maior vontade
gritando alto que MÃE é o meu nome.





                10/04/2015



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Maria do Beco

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