quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Carta para uma mãe aflita.

      

                 Tenho me preocupado muito com a situação da sua vida, e mesmo não tendo nada com isso eu preciso colocar para você a minha posição. Sempre falei muito na sua cabeça e não poucas vezes, obtive bons resultados. Acho que você nunca se deu mal por me ouvir e por isso mais uma vez acho que tenho palavras que preciso lhe passar.
          Eu poderia marcar para conversarmos pessoalmente, mas sinto que agora um diálogo não seria bom. Você muitas vezes, ao dialogarmos, não conseguiu entender minhas palavras e muitas as vezes
até as desvirtuou, por isso prefiro lhe pedir que leia tudo que vou escrever.Tente entender e não pense que quero julgar seu comportamento e seu modo de viver. Eu respeito cada um dentro daquilo que é, só acho que você pode estar meio perdida e quem sabe eu posso ajudar ?
          Pegando pedacinhos aqui e ali acho que já posso traçar os fatos que levaram você e sua filha e se desentenderem a tal ponto que estão parecendo duas inimigas. Montei os quebra cabeças e realmente fiquei chocada com minhas conclusões. Você não quis me
dizer do que se tratava quando lhe telefonei e ela até me contaria, mas pediu um segredo que eu não poderia guardar dependendo da gravidade da situação, e por isso pedi que ela não me contasse. Você há de entender que eu não posso me tornar cúmplice de alguma coisa errada e eu preciso manter a minha posição, muito embora  tenha bastante intimidade com ela, mas só agora percebo que esta intimidade nem é tanta já que estão acontecendo coisas que ela não me contou antes.
          Nossos filhos são uma riqueza que Deus nos confia aqui na terra. Toda riqueza precisa ser bem administrada para que possa render frutos e trazer benefícios. Um dia vamos devolver esta riqueza a seu verdadeiro Dono e seremos cobradas desta administração. Já antes desta cobrança de Deus, esta riqueza pode nos dar lucros. Pode ser nossa esperança no futuro. Vai depender de como administramos. Podemos ter filhos formados, bem casados, bem situados, bons, amigos, carinhosos, equilibrados, VIVOS !!! ÚTEIS !!! e tantas outras coisas causadoras de alegrias. Uma má administração nos dará filhos vagabundos, inúteis, ruins, INIMIGOS, tarados, desequilibrados, drogados, criminosos e mais uma gama de personalidades nefastas que poderão nos levar a grandes prejuízos como: pagamento de fianças quando são presos, perda de
bens materiais quando eles entram pelo caminho as drogas, despesas com eles mesmos quando não tem como sobreviver e mais muito mais, além da dor de vê-los sofrendo. Podemos não ter muitas alegrias as vezes mas o simples fato de não termos tristeza já faz todo sacrifício valer a pena. Quando devolvemos a Deus a nossa riqueza se não com muito lucro, pelo menos da forma que Ele nos confiou, já é bom.
          Seus problemas com ela começaram cedo demais. Com apenas 15 anos uma menina não pode e nem deve fazer o que quer. Isto não existe. Não sei se você lembra, mas uma ocasião destas eu lhe falei disto.
          Nada está perdido ainda, tudo o que você precisa fazer e mudar suas atitudes para recuperar sua filha que você está perdendo. Acredito que você não queira perdê-la, não é ? Não é possível que você queira largar de mão a criança que você lutou tanto para criar ( nem
deixava a gente dar banho, lembra ?) e se entregar e entregá-la a própria sorte. A sua filha ainda é dócil e dominável e você tem ainda muito tempo para orientá-la só precisa se colocar no seu lugar de mãe e não agir como coleguinha dela.
          Tudo o que esta acontecendo começou quando você quis ser uma mãe amiga e confundiu este termo. “Amigo não é aquele que nos diz o que queremos ouvir, mas o que precisamos ouvir.” A mãe amiga está pronta para ajudar, orienta sem maltatar, apóia nos momentos necessários. Penso que você achou que se parecendo com a sua filha você estaria mais próxima dela, mas tal coisa não se deu porque longe de confiar em você, o que ela vê é uma rival. Alguém que tem a mesma força que ela..
          Seu primeiro erro foi não entender e observar o mundo dela, mas arrastá-la para o seu mundo onde os adultos já trazem sua carga de falsidade e de maldade Ela não viveu uma infância normal mas uma vida onde ela não podia ser criança. Também não viveu o temor de Deus. Ela não crê e nem tem medo do sobrenatural e esta vivência na infância, nos traz a
moral , o pudor, o respeito e o entendimento do outro. Nenhum ser humano pode ser criado distante de Deus, sem religião porque a religião é um freio nos nossos instintos.



                                                       +- 2010

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