segunda-feira, 2 de setembro de 2013

MIMO

                          


Contagiante alegria à sua volta,
como a aura de luz que envolve os santos.
Seu riso aberto, sempre que se solta,
me envolve em sonhos, esperança e canto.

Você pequeno é grande no meu peito,
e completamente me domina e angustia,
pois eu me pergunto sempre a seu respeito,
do seu futuro, sua vida e seus dias.






De mim nasceu ó ser tão meigo e belo,         
que ao meu lado caminha sem receio.
Vou te guiando para os sonhos que anelo,
te conhecendo como os livros que folheio.

Se eu pudesse pediria aos céus
afagando de leve seus cabelos lisos,
que velasse sua infância com etéreos véus,
e que nunca se apagasse o seu sorriso.













Mimo, Mimimo, anjo desta casa,
pedacinho do céu na terra,
quando mais tarde abrir as suas asas,
nunca se esqueça que mamãe te espera.










                                                                         













                              07.01.1981


                                                 



Escrita por uma mulher mal saída da infância, mas já sem esperanças e totalmente venci -da pela vida. Meus filhos, minha única alegria e depositários de todo o meu amor.
Errei muito, bem sei. Permiti que vocês sofressem não tendo forças para defendê-los, mas saibam que não havia sofrimento maior que o meu. 
Fraca, sem apoio, covarde, tentei  dar a vocês o que eu tinha de melhor: o tesouro do meu amor guardado no fundo do minha alma.

Não há como separar o sentimento que tenho por vocês porque ele forma um todo. 

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