segunda-feira, 2 de setembro de 2013

FLÁVIO



                                                                                         

                                                                           





Falar de ti meu filho, me anima,
mas sinto na alma uma grande aflição,
pois apesar deste amor que nos domina,
nem sempre estarei te dando a mão.

Me preocupa saber-te tão tristonho,
apesar da proteção do meu amor.
Este seu ar zangado e enfadonho
a ti não poderá livrar da dor.







Miro teu rosto sério e indagante,
e sou feliz em ter-te junto a mim,
se eu pudesse meu doce e caro infante,
manter-te-ia para sempre assim.

Mas o mundo aguarda ansioso
para envolver-te em sonho e descoberta,
mas se permaneces assim tão amoroso
eu estarei também constantemente alerta.














Chamei-te Flávio na Pia Batismal
e és para mim um bem mais que querido.
Lembre-se, meu doce, de evitar o mal
meu filho, minha vida, meu amigo !!!



                                         





                                                07.01.1981

                                          

Escrita por uma mulher mal saída da infância, mas já sem esperanças e totalmente vencida pela vida. Meus filhos, minha única alegria e depositários de todo o meu amor.
Errei muito, bem sei. Permiti que vocês sofressem não tendo forças para defendê-los, mas saibam que não havia sofrimento maior que o meu. Fraca, sem apoio, covarde, tentei dar a vocês o que eu tinha de melhor: o tesouro do meu amor guardado no fundo do minha alma.
Não há como separar o sentimento que tenho por vocês porque ele forma um todo.


                



                                      07.01.1981












                                                                     

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