sábado, 24 de agosto de 2013

PESADELO







Olhar aberto num último desejo,
dentes à mostra no primeiro sorriso.
Caiu. Caiu. Caiu !...
e acordou do pesadelo molhado de suor.
As luzes brilhavam, o sol se apagou
e a noite caiu silenciosamente no abismo.
A bomba explodiu, o rio rolou.
Tudo terminou...
Assim que o sol nasceu, o vulcão se apagou
e só restou um mar fervente de sangue.
Troou o trovão e a luz morreu
quando iniciou a tempestade.
O vento fustigou a luz.
Escureceu o tempo e o sorriso mudou.
Estranho espetáculo:
o carvalho oscilou sob a tempestade
e com ruído ensurdecedor caiu.
Caiu. Caiu. Caiu !...
e acordou do pesadelo molhado de suor.







              18.06.1971

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